Marketing de Aquisição

Como chegar aos 95% de compradores B2B que (ainda) não estão à procura da sua empresa?

Muitas empresas B2B publicam conteúdo de forma regular sem medir o impacto em decisões de compra.

Este comportamento tem um nome funcional: marketing de esperança.

Consiste em produzir publicações e aguardar que o mercado responda, sem um critério de posicionamento definido e sem saber a quem o conteúdo está, de facto, a chegar.

O problema começa antes da publicação. Em qualquer momento, 95% dos clientes B2B não estão ativamente à procura de produtos ou serviços.

Publicar sem posicionamento significa competir pela atenção dos 5% que já estão no mercado, ignorando a oportunidade de influenciar os restantes.

O que distingue o marketing de autoridade?

O marketing de autoridade parte de um critério diferente: publica-se para alterar a forma como o mercado avalia um problema, não apenas para estar visível.

O 2024 Edelman-LinkedIn B2B Thought Leadership Impact Report, que inquiriu 3.500 executivos globais, apresenta dados com implicações diretas para quem decide sobre marketing:

∙ 73% dos decisores consideram thought leadership uma base mais fiável do que materiais de marketing para avaliar as competências de uma empresa.

∙ 75% dos decisores afirmaram que um conteúdo de autoridade os levou a pesquisar produtos ou serviços que não estavam a considerar.

∙ 70% dos executivos C-suite admitiu que um conteúdo de autoridade os levou a questionar a relação com um fornecedor atual; desse grupo, 25% terminou ou reduziu significativamente essa relação.

∙ 60% dos decisores globais afirma estar disposto a pagar um prémio a organizações que produzem thought leadership de qualidade.

O problema de qualidade que a maioria ignora

Menos de metade dos decisores avalia positivamente a qualidade do thought leadership que consome, e apenas 15% classifica-o como muito bom.

A maior parte do conteúdo publicado em B2B não cumpre os critérios que os decisores consideram relevantes: dados verificáveis, compreensão concreta dos desafios do setor e perspetivas que levem a reconsiderar uma situação.

Quando as equipas de marketing não conseguem ligar o conteúdo a resultados de negócio mensuráveis, criam um ciclo negativo: sem ROI demonstrado, os recursos diminuem; com menos recursos, a qualidade do conteúdo desce; com conteúdo de baixa qualidade, o impacto nos potenciais clientes é nulo.

Para os líderes que supervisionam a função de marketing, a questão relevante é esta: o conteúdo que a organização produz está a alterar as prioridades de compra de quem ainda não está no mercado, ou está apenas a confirmar o que os clientes atuais já sabem?

Recomenda-se que as equipas de marketing definam um critério de avaliação antes de qualquer publicação: que decisão ou reavaliação este conteúdo deve provocar no público-alvo? Sem esse critério, a publicação é atividade, não posicionamento.

Fonte: 2024 Edelman-LinkedIn B2B Thought Leadership Impact Report: https://www.edelman.com/expertise/Business-Marketing/2024-b2b-thought-leadership-report

Carla Delgado

Profissional de comunicação e copywriting com mais de 12 anos de experiência no digital e ex-jornalista, com mestrado em Novos Media. Ajuda pequenas e médias empresas portuguesas e empreendedores a atrair, converter e reter o cliente ideal através de estratégias de marketing de conteúdo e geração de leads, sem custos de uma equipa interna completa.

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